18.6.09







Meu amor, meu ice cream,
abrace Paul McCartney por mim (Joyce, 1970)

17.6.09

Jornalista com diploma... pra quê?

O STF derrubou a obrigatoriedade do curso universitário para o exercício da profissão de jornalista alegando que o princípio da atividade é a liberdade. Uma bazófia, claro. A Federação Nacional dos Jornalistas conta a história melhor que eu.
Muitos jornalistas que fizeram a história da imprensa do País não tinham faculdade. Não era obrigatório. Porém o ensino era evidentemente melhor do que o atual. Vide Cartola, um homem com pouco mais que um curso primário, que deixou letras belíssimas em sambas tocantes.
Jornalista é função que todos parecem saber exercer. Basta ser bonitinho e ficar em frente a câmeras. Atores exercem este papel condignamente. São atores, decoram textos, mas não têm tanto interesse assim na vida alheia. Jô Soares entrevistando é bem diferente de Marília Gabriela entrevistando. E olha que acho o programa dele muito mais agradável que o dela. Porque TV é entretenimento.
Escrever também é algo que teoricamente todos os seres alfabetizados sabem. No entanto, escrever uma notícia é diferente de contar um caso, dar uma opinião, um testemunho, fazer uma crônica.
Na Europa e nos EUA, não é exigido diploma, basta ser especialista para escrever sobre um assunto. No entanto, repórteres têm prática de apuração e redação, sempre.
Aqui, o desprezo pelos jornalistas começa pelos próprios veículos que os empregam, que patrocinaram essa causa.
Que tal agora começar uma campanha pelo fim do curso universitário em todas as áreas? Que os advogados sejam os primeiros a deixar de lado os estudos, limitando-se a analisar a legislação como autodidatas e práticos. Assim, talvez, os juizes do Supremo não fiquem batendo boca e revogando a prisão de VIPs que continuam vivendo acima da lei.

16.6.09

Maternidade


Sonhei que Hugo era pequenininho ainda, assim. Ainda no sonho eu me lembrava que ele já havia crescido, mas que o menininho podia me visitar vez por outra. É difícil nos desvencilharmos da época em que eles são totalmente nossos. Uma missão tão árdua quanto a de indicarmos os caminhos de suas escolhas, tão diferentes das nossas.