Nada prático (já pensou se um dente cai ou se emperra no meio da rua?), nada belo: a "tendência" em jeans custa US$ 148 (R$ 467) e foi criada pela grife francesa Vetements, "uma das marcas mais influentes do momento, graças às suas inovações na silhueta e ao trabalho que concilia o streetwear com a alta-costura", diz o "Ela". Como inovar a silhueta (de quem, redator inexistente, de quem?) é algo que foge à compreensão desta anacrônica escrevinhadora.
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13.8.17
Eita, coisa feia!
Nada prático (já pensou se um dente cai ou se emperra no meio da rua?), nada belo: a "tendência" em jeans custa US$ 148 (R$ 467) e foi criada pela grife francesa Vetements, "uma das marcas mais influentes do momento, graças às suas inovações na silhueta e ao trabalho que concilia o streetwear com a alta-costura", diz o "Ela". Como inovar a silhueta (de quem, redator inexistente, de quem?) é algo que foge à compreensão desta anacrônica escrevinhadora.
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11.6.16
Uma história de carnaval
Era 2009, domingo de Carnaval, eu andando pra lá e pra cá no cercadinho da Avenida, abraçando e beijando tanta gente conhecida que sentia dor no maxilar. Um rapaz alto, magro, veio em minha direção. Olhos claros, bronzeado. Eu o conhecia, não sabia de onde, achei q era coleguinha. Estava exausta de correr atrás da Madonna, que tava lá com filhos, Jesus Luz etc. O rapaz abriu os olhões e fez o ar resignado de quem vai abraçar e beijar, inclinando-se em minha direção. Eu acenei com a cabeça, dei um tchauzinho e segui em frente.
No outro dia descobri que conhecia o moço, sim, de vista. Do cinema, na verdade. Era o ator Gerard Butler, que acompanhava os desfiles com o Rodrigo Santoro.
No outro dia descobri que conhecia o moço, sim, de vista. Do cinema, na verdade. Era o ator Gerard Butler, que acompanhava os desfiles com o Rodrigo Santoro.
16.6.15
Deu a louca no chapeleiro
Há 150 anos, Lewis Carrol criou o Chapeleiro Louco.
Em Ascot, o título deve ser disputado a tapa. Espantosa é a felicidade estampada nos rostos das jovens e senhoras que se dirigem ao prado com aquelas alegorias de cabeça.
Falta carnaval na Inglaterra e melancia pra pendurar no pescoço, claro.
O assassinato de aves para a utilização de plumas que não mereciam figurar em fantasias de escolas de samba de segundo grupo deveria ser crime inafiançável. A propósito, a composição da extrema direita aparentemente deu certo.
No show de extravagâncias de Ascot, é difícil apontar a mais horrenda. Mas juro que já vi essas bolas de isopor enfiadas em fios de alta tensão, em estradas.
A quase nonagenária rainha e seu marido estavam, exuberantes, mas compostos - embora rosa choque... bom, ela tem idade e poder, né? Usa até broche com colar...
O casal caprichou no verde limão/neon - algo que fica ruim até em propaganda dirigida ao público consumidor de refrescos tipo Tang. Atrás, a propósito, uma jovem se aproxima em laranja Tang também.
Essas duas aproveitaram os vestidos que alugaram para ir a um casamento aristocrático (lá, todo mundo se casa de dia - que já é pra evitar longos e brilhinhos, sem tanta papagaiada), mandaram montar algo que combinasse. Não combinaram. Com nada.
A decantada elegância britânica dá lugar aos modelitos que não fariam feio em desfiles na Sapucaí.
O pavoroso arranjo floral não foi a pior entre tantas instalações capilares.
A concorrência era forte. Essa aí apostou nos cavalos e nas flores negras sobre um padrão de toalha de plástico da cozinha.
A mulher-mariposa foi a vencedora do grande troféu Drag Queen Ascot 2015.
Em Ascot, o título deve ser disputado a tapa. Espantosa é a felicidade estampada nos rostos das jovens e senhoras que se dirigem ao prado com aquelas alegorias de cabeça.
Falta carnaval na Inglaterra e melancia pra pendurar no pescoço, claro.
O assassinato de aves para a utilização de plumas que não mereciam figurar em fantasias de escolas de samba de segundo grupo deveria ser crime inafiançável. A propósito, a composição da extrema direita aparentemente deu certo.
No show de extravagâncias de Ascot, é difícil apontar a mais horrenda. Mas juro que já vi essas bolas de isopor enfiadas em fios de alta tensão, em estradas.
A quase nonagenária rainha e seu marido estavam, exuberantes, mas compostos - embora rosa choque... bom, ela tem idade e poder, né? Usa até broche com colar...
O casal caprichou no verde limão/neon - algo que fica ruim até em propaganda dirigida ao público consumidor de refrescos tipo Tang. Atrás, a propósito, uma jovem se aproxima em laranja Tang também.
Essas duas aproveitaram os vestidos que alugaram para ir a um casamento aristocrático (lá, todo mundo se casa de dia - que já é pra evitar longos e brilhinhos, sem tanta papagaiada), mandaram montar algo que combinasse. Não combinaram. Com nada.
A decantada elegância britânica dá lugar aos modelitos que não fariam feio em desfiles na Sapucaí.
O pavoroso arranjo floral não foi a pior entre tantas instalações capilares.
A concorrência era forte. Essa aí apostou nos cavalos e nas flores negras sobre um padrão de toalha de plástico da cozinha.
A mulher-mariposa foi a vencedora do grande troféu Drag Queen Ascot 2015.
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19.5.14
Cannes - Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto...
E continua o Festival de Cannes, que recebe de tudo, até pipocões como Os Mercenários 3. O terceiro filme da série reúne um número maior ainda de brucutus, que, provavelmente, batiam peladas entre as filmagens, divididos nos times de Plastificados X Enrugadinhos. Os meninos decidiram aderir ao protesto iniciado pela sempre politizada Salma Hayek, que mostrou um cartaz pedindo a liberdade das mais de 200 adolescentes nigerianas sequestradas por um terrorista que pretende vendê-las como escravas. Os superastros também apresentaram seus cartazes (e provavelmente Stallone já está bolando um roteiro com o resgate, ainda que fictício, das mocinhas).
(Também poderiam fazer o time dos Barbudos contra os Barbeados, claro. Em priscas eras, Mel Gibson seria o mais bonito de todos, como na foto dos anos 80, quando lançava em Cannes O ano em que vivemos perigosamente, ao de Sigourney Weaver e de Peter Weir).
Mas Cannes é alegria, principalmente no tapete vermelho, dominado por gente bonita, sempre disposta a aparecer frente às câmeras, custe o que custar. Roupa rendada e transparente tem sido a preferência dos que transitam pela cidade. Mas há quem conte com a atenção das câmeras apenas pelos atributos naturais reforçados por uma plástica impecável, como a bela Blake Lively, que levou um admirador a jogar-se a seus pés, em pleno tapete vermelho (ainda que estivesse com um vestidinho de quinta).
... nem nos tempos de Betty, a Feia, a coitada foi submetida a vexame igual...
Na categoria Constrangimento, Nabilla Benatia faz o gênero inocente sensual ...
... tão sem-graça quanto o vestido de baile da Belle Époque da Naomi Watts, cujo charme estaria na alça caída, mas que deu um aspecto de coluna grega à diva.
Como estava muito simplesinha, decidiu aparecer no dia seguinte de travesti do Almodovar/John Waters.
(Também poderiam fazer o time dos Barbudos contra os Barbeados, claro. Em priscas eras, Mel Gibson seria o mais bonito de todos, como na foto dos anos 80, quando lançava em Cannes O ano em que vivemos perigosamente, ao de Sigourney Weaver e de Peter Weir).
Mas Cannes é alegria, principalmente no tapete vermelho, dominado por gente bonita, sempre disposta a aparecer frente às câmeras, custe o que custar. Roupa rendada e transparente tem sido a preferência dos que transitam pela cidade. Mas há quem conte com a atenção das câmeras apenas pelos atributos naturais reforçados por uma plástica impecável, como a bela Blake Lively, que levou um admirador a jogar-se a seus pés, em pleno tapete vermelho (ainda que estivesse com um vestidinho de quinta).
Ms Lively mostrou-se absolutamente deslumbrante com um modelito Gucci mais que espetacular. Tão bonito que vale a pena mostrar uma sequência, com o marido da bela, Ryan Reynolds, e o movimento da saia. Haja glamour.
Já America Ferrara também causou furor. Embora muito menos exuberante do que a louraça, ela foi vítima da mais bizarra cena no tapete vermelho - até agora.
De manhã, ela posou ao lado do elenco de Como treinar seu dragão II, tranquilamente, simplesinha.
À noite, tascou o vestido de princesa para enfrentar o tapete vermelho.
Tudo bem que America jamais pudesse competir com o charme dos figurinos de Cate Blanchett, mas ...
... nem nos tempos de Betty, a Feia, a coitada foi submetida a vexame igual...
... quando um doido - que, segundo as primeiras informações, parece que é a versão mais apimentada do nosso Beijoqueiro, sempre incomodando artistas e políticos com suas aparições inusitadas - decidiu se enviar embaixo das muitas camadas de tule do vestido da moça...
.... sendo retirado de cena por um grupo de guardiões de dragões, alguns com capacetes vikings. Mais ridículo, impossível.
Aliás, La Blanchett decidiu arrasar nos modelitos, o da noite de gala combinando com as escamas do dragão.
Julianne Moore também se empolgou com o couro e o metalizado, com uma chapinha caprichada para amansar as ruivas melenas. Julianne, sempre natural, é daquelas que fica bem com quase qualquer coisa. Um caso bem diferente do maior astro do cinema francês, Gerard Depardieu, que foi lançar um filme baseado no episódio do ex-diretor do FMI, Dominique Strass-Kahn, acusado de assédio sexual contra uma camareira de hotel onde se hospedava. Welcome to New York tem cenas de sexo bem pesadas e dará ao público visões de Depardieu completamente despido. Há críticos saudando a entrega do ator ao papel. Não que ele fosse pudico. Desde os tempos pré-paquidérmicos, Depardieu cansou de aparecer nu no cinema. No entanto, com suas dimensões atuais, é preciso uma boa dose de coragem para mostrar-se como veio ao mundo.
No fim dos anos 70, ele acompanhou Natassia Kinski a Cannes
Agora, ao lado da sempre linda Jacqueline Bisset (69 anos), que também está no filme, . ..
... cercando-se ainda do presidente da Fifa, Joseph Blatter, e do cineasta Frederic Auburtin, que o dirigiu interpretando o lendário Jules Rimet.
Três brasileiras marcaram presença no tapete vermelho: Taís Araújo, Grazi Massafera e Isabeli Fontana. Muito lindinhas.
Malika Sherawat,. estrela de Bollywood, optou pela simplicidade feia do rendão azul.
Também na categoria Azul é a cor mais feia, esta moça caprichou com a fantasia Uma caipira na Riviera Francesa. Superada em breguice, de longe, pela turma que apostou na renda e transparências, como as infames que seguem.
Karlie Kloss vestiu um monte de retalhos de renda pra compor essa abominação em forma de negligée. Negligente foi o costureiro que odeia mulheres e bolou isso.
Na categoria Constrangimento, Nabilla Benatia faz o gênero inocente sensual ...
... sem demonstrar qualquer naturalidade na exposição do seio.
Também concorrendo na categoria Constrangimento, a teleapresentadora, Hofit Golan (não sei de onde), passou o tempo todo, segundo o noticiário, cobrindo o decote com desenho de escotilha modernosa, totalmente destoante das rendinhas vitorianas. Lembrou mais um travesti mal resolvido.
Frederique Bel foi de Xena, a Princesa Guerreira.
Frederique apresentou-se também com a fantasia O encontro de Mortícia Adams e Yayoi Kusama.
Ayem Nour, teleatriz francesa, foi de Voluptuosa da Croisette.
Dava para fazer um vestido preto inteiriço, não? Melhor inovar, botar um maiô por baixo e algo demi-transparente. Assim, a Leila Bekhti pode ficar bem ridículo e desconfortável.
Olha a pobre da Letitia Casta, desolée, com essa abominação - que deve ter dado um trabalhão pra ficar pronta, tamanho o número de aplicações... Na noite de abertura, ela já havia ido de piñata, agora, seria uma elegia à Primavera, talvez?
... tão sem-graça quanto o vestido de baile da Belle Époque da Naomi Watts, cujo charme estaria na alça caída, mas que deu um aspecto de coluna grega à diva.
Freida Pinto matou um urso polar e saiu por aí. Lembra também um ganso.
Aí, animadinha, decidiu mimetizar-se com o tapete vermelho. Claro que Freida estava uma gracinha, principalmente em comparação às atrocidades envergadas por ...
Eva Green, de noiva do Drácula, ...
... Paris Hilton ...
... e Monica Belucci, que pegou o vestido de madrinha de casamento do Drácula no guarda-roupa da Helena Boham-Carter.
Soonan Kapoor, que sempre aparece em Cannes com algum modelo inspirado em Scarlett O'Hara, foi com uma charmosinha variação de Viúva Alegre.
A cereja do bolo do mau gosto na Croisette tem cabido, nos últimos anos, à russa Elena Lenina, que gosta de criar instalações com os cabelos. Este ano, a perua foi à abertura, vestida de Catarina, a Grande.
Como estava muito simplesinha, decidiu aparecer no dia seguinte de travesti do Almodovar/John Waters.
Eu só me pergunto se ela não sente dor na cabeça.
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