13.2.12

Grammy 2012

Vamos combinar que a entrega do Grammy é imensa, com uns showzinhos bem chinfrins pra gente que vive daquilo mesmo, reunindo um bando de milionários que se vestem da forma mais inusitada possível, mas não chegam aos pés dos bregas de Hollywood. Este ano, sucumbi e só vi o videotape no day after.

Já sabia que a chatice melancólica da Adele (boa voz, mas, rigorosamente, ela faz a mesma música em todas as faixas do CD), a redenção dos que estão acima do peso, reundeu um monte de estatuetas. Com as exceções de sempre - os homens da velhíssima guarda, como Tony Bennett -, as fatiotas envergadas pelos músicos são de meter medo. Tem desde a turma que veste a camiseta que o filho de 12 anos usa pra jogar futebol às divas seminuas, no melhor estilo starlet do Festival de Cannes. O tapete vermelho é um show de atrocidades, divertidíssimas, todos buscando ser a Cher do momento, já que Lady Gaga também virou hors concours.

E, entre tributos lacrimejantes a Whitney Houston, teve de tudo no quesito "Me arranja uma melancia pro pescoço aí". Talvez o Grammy seja a festa pré-carnavalesca da indústria da música de hoje. Alguns destaques seguem aqui.



Cindy Lauper, comme il faut, até discreta na categoria Cindy Lauper.



Adele de pretinho básico para afinar a silhueta, dando pinta de Maria Callas (mais no volume corpóreo do que no vozeirão).

Taylor Swift, a country gracinha, com um engana-mamãe: na frente, bem comportado, atrás, ousado. Esquisitinho, né?



Rihanna, agora criloura, com um pretinho que ousa mais do que o descaramento de seus guinchos.

Mulher rendeira, Fergie usou um Jean Paul Gaultier. Podia ir ao interior do Nordeste que comprava coisa igual, mas com forro.

Katy Perry de Iemanjá.




A deselegância indiscreta de Fergie, em toda sua glória.

A moça vestida de noiva do Robocop, que dividiu com Fergie o título de pior figurino da noite.


Lady Gaga assustando Paul McCartney.


Valeu pelo fim da festa e os animadíssimos Bruce Springsteen, Joe Walsh, Dave Grohl jamming com Sir Paul.



10.2.12







Sabe aqueles dias em que a gente quer ficar encolhidinha, pernas no queixo, mão sobre boca e nariz?





Pois é, hoje estou assim.





Falta apenas uma chuvinha mansa, céu cinzento.





31.1.12

As mais lindas livrarias do mundo

Nesses tempos em que os livros de papel estão fadados a figurar em museus, ainda há belíssimos templos que os vendem, mundo afora. Aqui no Rio, temos as lindas livrarias da Travessa, uma rede que mantém qualidade - os vendedores conhecem livros - e a beleza das instalações (mesmo quando são em locais pavorosos, como o Shopping Leblon - ô, troço feio...)

Mundo afora são muitas as livrarias bonitas. Não pude reproduzir aqui as fotos de uma que fica en Santorini, a Atlantis Books, pequena e cercada por um cenário encantador. Escolhi algumas aqui, e quis destacar outras, para embonitar essas areias.









A Lello, no Porto, em Portugal, é um luxo só.











Ateneo, em Buenos Aires, era um teatro.




O Café-Livraria - Cafebreria - El Pêndulo, no México, junta duas paixões minhas: livros e plantas.





A lendária Shakespeare & Company, em Paris, que perdeu há pouco seu fundador, George Whitman, que acolhia hóspedes, com o compromisso de que eles lessem um livro por dia.






A Bart's Books, na Califórnia, é outra que permite ao leitor aproveitar o solzinho e escolher seus livros.