13.6.14

Antônios, nem sempre santos

Porque hoje é o dia do Santo mais casamenteiro do Brasil, uma relação de Antônios, nem sempre bons de olhar, mas sempre ótimos de se ler, ver, apreciar.


Antônio Carlos Gomes, compositor.
 Antônio Torres, escritor.


Antônio Callado, escritor, jornalista.

 Antônio Houaiss, filólogo, escritor, tradutor, ministro da Cultura.


Antônio Menezes, violoncelista.

 Anthony Bourdain, cozinheiro.



Anthony Giddens, sociólogo.


João Antônio, escritor.


Antônio Bernardo, joalheiro.
Tony Tornado, cantor e ator.

 Antônio Pitanga, ator.

Anthony Edwards, ator.

Anthony Hopkins, ator.

Anthony Quinn (ensinando Alan Bates a dançar, em Zorba, o Grego. Por seu tipo físico e talento, Quinn, que era mexicano, interpretava homens de todas as nacionalidades. Foi italiano, grego, árabe, judeu, francês - viveu Gauguin, um show - e, claro, qualquer latino-americano, além de cowboy, bandido, patriarca, boa gente, o que desse e viesse).


Anthony Minghella, cineasta.

Tony Curtis, ator e galã.

Anthony Lapaglia, ator.
Antonio Banderas, ator.



Antonio Gades, coreógrafo.

Antônio Fagundes, ator (sim, ele foi magro. E jovem).


Antonio Gramsci, pensador.


Tom Jobim, músico e garoto de Ipanema.


Antônio Maria, compositor e jornalista.


Antônio Carlos Mussum, músico e ator.


Antoine de Saint-Exupéry,  escritor, desenhista, aristocrata e aviador.


 Tony Ramos, ator, ativista anti-depilação.



Tony Hawk, skatista.

Tony Soprano, mafioso ficcional, mas a gente acredita no James Gandolfini sempre.


Tony Shaloub, ator.



Tony Perkins, ator que foi mais do que Norman Bates.

 Por isso a gente cata uma foto dele mais arrumadinho...

... até ver que ele era boa gente, normalzinho...


O mais belo dos antonios ficcionais...
... e o mais bonito, no mundo real!

Vivam os antônios, santos ou não!!!

2.6.14

Cannes, ainda

A vida real afasta a gente da blogagem recreativa, muitas vezes. O grand finale de Cannes passou em brancas nuvens para mim, que tive compromissos sociais essenciais - e maravilhosamente agradáveis - a honrar. Tardia, porém não falha, resta-me apontar os pavores e as belezas finais que vi, daqui, implacável que sou.

Depois de ler muita bobagem MESMO sobre os 25 anos de Pulp Fiction e até entender o desejo de Uma (que plástica, hein?) Thurman homenagear Tarantino com o amarelo ovo como referência a seu traje de Kill Bill (que, por sua vez, é uma releitura de um figurino usado por Bruce Lee num filme de pancadaria asiática qualquer), não dá para deixar passar impune o anseio da atriz de encarnar uma ave. A primeira, sutil, é a de ser um pintinho amarelinho num vestido cravados de detalhes absolutamente desnecessários. A cor, em si, já era suficientemente chamativa. Por que, então, 
1) o drapeado em cruz ?
2) o decotão?
3) a capa que dá a impressão do modelito ser um cruzamento de deusa grega revista pelos Cavaleiros do Zodíaco com o Garibaldo (da Vila Sésamo americana, em que o bicho era amarelo mesmo).




Depois de rir das gracinhas de Quentin, que fez deu alguns passos iguais aos que ela e John Travolta imortalizaram, a deusa fez nova aparição, dessa vez como Miss Aviária em noite branca.  Se na frente ainda era interessante, a repetição do motivo nas costas dava a impressão de que a moça estava se desfolhando, enrugada como um cotovelo. E, claro, as perninhas dos pássaros nos ombros eram o toque essencial pra estranheza estabelecida.





As penas e plumas foram a grande tendência de Cannes este ano. Julianne Moore faturou o prêmio de melhor atriz - como sempre, mais do que merecido - e também não resistiu a se fantasiar de pássaro clarinho. O vestido - Chanel, acreditam? - piora consideravelmente na parte posterior. 




Quem também abiscoitou o prêmio de melhor atuação masculina foi o nada belo, mas fantástico ator, Timothy Spall, que decidiu aderir ao modismo da roupa esquisita, porque já se foi há muito o tempo em que homens ingleses eram famosos pela elegância.  



Outra estonteante beleza no festival, a italiana Monica Belucci aderiu à saia e blusa, modelito que vem ganhando força nos últimos anos...


... que o diga a maravilhosa Juliette Binoche, outra beleza madura, que também vestiu camisa social e uma belíssima saia, muito mais interessante que as duas lindinhas Kristin Stewart e Chloë Grace Moretz, que dividem cena com a diva em Clouds of Sils Maria. Aliás, Grace também abusou das plumas e penachinhos, parecendo uma ave depenada.



 Outra tendência consagrada no ano, a grega, quase levou Jessica Chastain a repetir Marilyn Monroe no Pecado Mora ao Lado.


Paz Vega, coitada, não merecia essa flor negra descomunal em tanto brilho. Conseguiram botar a mulher, miúda, bem menor que a própria roupa.


E no meio de tanta mulher bonita, os fotógrafos se derreteram todos para a simpatia e exuberância da enxutérrima e única, agora que caiu o casal real espanhol, Rainha Sophia! De pertinho, as marcas do tempo se impõem, mas ... 



... quem liga, né? (e, não, o senhor careca ao lado não é o namoradinho de La Loren, mas um de seus filhos. Porque italiana que se preze, antes de tudo, é uma Mama!