26.9.07


Eu merecia uma convalescença à base de chá, tranqüila, serena.
Mas quem nasceu pra operária, só é abelha rainha no entardecer.

23.9.07

Febre de primavera

Quando me acometem os tremores e terrores das febres altas, imagino a morte próxima e visões através de tecidos finos, úmidos, cenas de filmes sobre brancos exploradores no norte da África, penando com o calor e doenças desconhecidas. Acho sempre que terei malária, mais pela sonoridade da expressão febre terçã do que por correr algum risco real de ser picada por um transmissor.
Mas quem já teve dengue e conhece o Rio não se sente a salvo.
A doença quebra todo o orgulho próprio, me impede de trabalhar, de organizar a vida, de cumprir obrigações sociais e profissionais. A vida se resume a ingerir medicamentos, tirar temperatura, hidratar o organismo.
Como será bom voltar a me estressar...

13.9.07

Zuzak e eu

Enquanto muita gente se mata em expectativas por um autógrafo e um dedo de prosa com Markus Zuzak, o autor do best-seller "A Menina que roubava livros", eu, que não sou chique, mas bem relacionada, acabei passando quase duas horas com ele, viajando do Riocentro a Botafogo. Markus, um rapaz educado que mostra a foto de sua linda filhinha Nikita, até tentou conversar apesar da visível exaustão.
Lá na ZOeste, eu tive a felicidade de me encontrar com a assessora de imprensa da Intrínseca, Juliana, no momento em que ela e Zuzak vinham para o Rio de Janeiro. Fiz a viagem ao lado do escritor, a quem aconselhei: "Take a nap".
Afinal, o pobre enfrentara 27 horas do vôo Sidney-Rio, com escalas em Auckland, Santiago e São Paulo. No Rio, começou conhecendo... Bangu, onde fez doação de livros a uma ONG. Depois, acho que foi para a Bienal. Aí, hoje, deu entrevista de manhãzinha à TV Globo no Jardim Botânico, partiu pro Riocentro e capotou no caminho de Botafogo.
Luciana Gimenez que se cuide. Já posso dizer que um escritor famoso dormiu comigo.