Amanhã o ano vira, com um mundo de gente cumprindo a obrigação de ser esfuziante à meia-noite.
Uma sensação absolutamente dispensável depois que a vida já ultrapassou três décadas.
Só a sensação de expectativa de recomeço que os novos anos trazem não acabam, embora no Brasil tenhamos diversos inícios de ano - o mais marcante sendo a segunda-feira após o carnaval.
Sobrevivemos através dos recomeços, todos os meses, a cada pagamento que entra.
Os planos se embolam, às vezes.
E as listas de resoluções criam marcas amarelas, guardadas nos escaninhos da mente.
São essas determinações obliteradas pela realidade que nos tocam para a frente, numa correria infindável, que nos impede de curtir a vida com tranquilidade.
Vai daqui, então, o cartão de boas festas que mandei este ano, com uma imagem já mais do que conhecida nestas Arenas. É da Rua São Clemente, onde vivo, tempos antes de nossa chegada por aqui. (O calor, pela luminosidade da foto, já era desanimador. Ainda bem que a paisagem compensava...)
30.12.09
28.12.09
Atrocidade


Chamei de mau gosto o que via, de mau gosto, mau gosto... (Caetano Veloso, Sampa)
Classificar de vestido de noiva a roupa da senhora acima retratada é impossível. Uma armação de anágua/dublê de canga com babados e tintura sobre um peito nu só podem ser consideradas roupas por dançarinas do Olodum.
A referida dama casou-se com o ex-secretário de Educação do Distrito Federal, José Luis Vieira Valente. Não pretendo falar aqui sobre acusações de corrupção que foram feitas ao ex-secretário, mas sim sobre as apresentações circenses que as cerimônias de casamento se tornaram.
Eu sou a primeira a chamar os vestidos de noiva de "fantasia de noiva". Fantasia por ser um uniforme para uma solenidade, algo tão ridículo quanto becas de formatura - ou de juízes e advogados. Não gosto disso, mas reconheço que cada um usa o que considera apropriado em qualquer ocasião da vida.
O figurino da noiva brasiliense não cai bem em ninguém, sem importar ocasião, gênero ou faixa etária. Pintura sobre o corpo só fica bem, convenhamos, em modelos sequinhas, como a Globeleza - que se aposentou depois de chegar à maturidade.
Depois que as cerimônias de casamento perderam o cunho solene e religioso, adotando uma feição festiva, a sociedade do espetáculo criou um novo tipo de noivos, os que proporcionam shows para seus convidados, rompendo com tradição, elegância e, por vezes, causando um dispensável constrangimento ao público. Vale pelos quinze segundos de glória na Web. E só.
A referida dama casou-se com o ex-secretário de Educação do Distrito Federal, José Luis Vieira Valente. Não pretendo falar aqui sobre acusações de corrupção que foram feitas ao ex-secretário, mas sim sobre as apresentações circenses que as cerimônias de casamento se tornaram.
Eu sou a primeira a chamar os vestidos de noiva de "fantasia de noiva". Fantasia por ser um uniforme para uma solenidade, algo tão ridículo quanto becas de formatura - ou de juízes e advogados. Não gosto disso, mas reconheço que cada um usa o que considera apropriado em qualquer ocasião da vida.
O figurino da noiva brasiliense não cai bem em ninguém, sem importar ocasião, gênero ou faixa etária. Pintura sobre o corpo só fica bem, convenhamos, em modelos sequinhas, como a Globeleza - que se aposentou depois de chegar à maturidade.
Depois que as cerimônias de casamento perderam o cunho solene e religioso, adotando uma feição festiva, a sociedade do espetáculo criou um novo tipo de noivos, os que proporcionam shows para seus convidados, rompendo com tradição, elegância e, por vezes, causando um dispensável constrangimento ao público. Vale pelos quinze segundos de glória na Web. E só.
27.12.09
Um conto de Natal tropical
E como todo mundo sempre quer um conto edificante de Natal, também escrevi um, pensando no fim de algumas atividades. Está no Webliterata, link aqui à direita.
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