9.6.09

A vida, a pressa, o escândalo

A morte de David Carradine e o resgate dos mortos do avião da Air France são bons exemplos das bobagens que o ser humano faz, desrespeitando o bom senso, além da privacidade, claro.
Se Carradine morreu por asfixia enquanto se masturbava ou não, o mistério há de permanecer apesar das autópsias e investigações no melhor estilo CSI. A família, com toda razão, está furiosa com um jornal tailandês que publicou foto chocante do corpo. Pediu ajuda ao FBI para desvendar o caso, já que o ator foi encontrado com as mãos amarradas - e, convenhamos, é meio difícil alguém se masturbar sem utilização das mãos. Além da hipótese de assassinato, surgem especulações diversas, entre elas a de que ele teria sido morto por fuxicar seitas secretas que prezam o kung fu.
O mistério sobre o avião da Air France foi esclarecido assim que as autoridades pararam de fingir que não havia qualquer comunicação dos pilotos sobre o vôo. Acabou o mistério, porém fica aquele hábito ridículo da afobação. Será que não era melhor dizer: ainda não podemos revelar nada do que ficar falando bobagens? Embora o desastre seja lamentável e, provavelmente, evitável, por que ele causa tanta comoção enquanto barcaças naufragam no Amazonas matando sempre grupos imensos de passageiros e não há tanta repercussão? Alias, não consigo entender a reverência que nutrimos por companhias aéreas, como se fossem entidades acima de qualquer risco.
A pressa em soltar notícias e o sabor picante de um bom escândalo cada vez mais comprometem a dignidade humana.

5.6.09

Vexame

Mais intrigante que um suicídio é morrer acidentalmente por masturbação!!!
Abaixo, o que saiu no Globo.Com

David Carradine teria morrido em 'acidente de masturbação'

Segundo a Polícia, ator tinha corda amarrada ao órgão sexual.
Corpo de Carradine foi encontrado em quarto de hotel na Tailândia.

Da France Presse


Foto: AP
AP
O ator David Carradine. (Foto: AP)

O ator americano David Carradine, encontrado enforcado na quinta-feira (4) em seu quarto de hotel em Bangcoc, talvez tenha morrido devido a um ato sexual que terminou em tragédia, indicou nesta sexta (5) a Polícia tailandesa.

Veja fotos da carreira de David Carradine

"Uma corda estava presa em torno do seu pescoço e uma outra em seu órgão sexual. As duas estavam ligadas uma à outra e penduradas no armário", declarou o general Worapong Siewpreecha da Polícia Metropolitana de Bangcoc.


"Nestas circunstâncias, não podemos estar seguros de que tenha cometido um suicídio, pois ele pode ter morrido (em um acidente) de masturbação", afirmou.


David Carradine, de 72 anos, herói da série de TV "Kung Fu" e da sequência cinematográfica "Kill Bill", de Quentin Tarantino, foi encontrado enforcado, nu, em seu quarto de hotel na quinta-feira de manhã em Bangcoc, onde a Polícia, inicialmente, mencionou um possível suicídio.


Carradine estava em Bangcoc para as filmagens do filme "Strech", dirigido pelo francês Charles de Meaux e produzido pela empresa de mesma nacionalidade MK2. Sua morte ocorreu três dias antes do final das filmagens.

Uma primeira autópsia revelou que o ator morreu em consequência de uma brusca perda de oxigênio e que seu corpo não tinha marcas de agressão, indicou à AFP um funcionário do serviço médico-legal do hospital Chulalongkorn, que leu o relatório.

Os médicos aguardam os resultados de outros exames sobre a eventual presença de drogas e de álcool no sangue.

Porntip Rojanasunan, médica legista que trabalha para o Ministério tailandês da Justiça, declarou que a morte teria sido causada, aparentemente, por um "acidente autoerótico".


"Não foi um suicídio ou um assassinato. Ele morreu após uma masturbação", declarou à AFP Porntip.


David Carradine se casou cinco vezes, a última em 2004, e era pai de duas filhas.

Confirmei recentemente que joguei pedra na cruz.
Hoje, após 40 dias de telefonemas infindáveis para a Net, parece que resolverão meu kafkiano processo.
Ontem, depois de ter meu sinal de TV cortado a cada dois dias desde 24 de abril, por erro do sistema da Net, consegui uma atendente que teve a paciência de me ditar infindáveis algarismos com os registros de 66 - isso mesmo, 66 - telefonemas que dei à empresa no período para tratar do mesmo assunto: a religação de meu sinal, cortado indevidamente.
Depois de apelar para a Anatel e para a Ouvidoria da Net sem sucesso, fiz o que qualquer brasileiro de classe média ou acima dela aprende em pequenininho: dei uma carteirada. Liguei para a Assessoria de Imprensa, informei que sou jornalista e... hoje ouvi juras de fim amplo, total e irrestrito do incômodo ao qual fui submetida. No entanto, nada poderia ser feito em relação ao ressarcimento das horas sem sinal - o mínimo que a empresa deveria me oferecer, não?
Restou-me então agir de uma forma que nós, brasileiros, não estamos acostumados. Mencionei que a indignidade a que fora submetida me parecia ter base para numa ação de perdas e danos. Assim, consegui o ressarcimento.
Moral da história: no Brasil, para fazer valer seus direitos, o jeito é procurar instâncias cada vez mais superiores.