10.9.09

Melhor não comentar


Ando muuuuito enrolada com trabalhos, mas não dá para deixar de fazer uma pausa e refletir sobre a foto acima.
A manifestação era de professores de escolas públicas, que protestavam contra uma ridícula tabela de escalonamentos salariais.
A PM ganha pouco. E os filhos dos PMs, certamente, estudam em escolas públicas.
É só para pensar.
Nem dá pra comentar.

Merece reflexão também a frase publicada no Globo On Line, que talvez nos leve a compreender o desprezo de um servidor do Estado aos professores.
Seguindo o raciocínio de quem produziu a pérola, teria acontecido um caso de total e absoluta negação quanto a atos concretos ou a objetos palpáveis. Praticamente um dilema existencial, inexplicável por nossa vã filosofia:
Na chegada ao Palácio, os manifestantes ofereceram flores aos policiais, mas eles as negaram.




4.9.09

SOS Leitura

A Biblioteca Comunitária Tobias Barreto de Menezes fica na Vila da Penha, subúrbio do Rio de Janeiro, e foi montada pelo pedreiro sergipano Evando dos Santos de maneira libertária. Depois de descoberto pela imprensa, Evando ganhou um financiamento do BNDEs para arrumar os 13 mil volumes – uma coleção que iniciou quando, numa obra em que trabalhava, viu que havia um lote de livros prontos para o lixo.
Conversei hoje com Evando e devo entrevistá-lo semana que vem, para um novo veículo, um tabloide que começou a circular há três semanas no Rio, o Tamoio Notícias, dedicado aos “exilados” nordestinos. Evando é um desses, que sustenta seu amor à leitura, hoje, com a filantropia dos pequenos doadores.
Quem quiser ajudar pode fazer depósitos na agência 0782 do Itaú, conta 78.892-1. Mais informações por telefone (21-2481-5336) ou e-mail (bibliotecatobiasbarreto@gmail.com).

Ao esmorecer do inverno



Às vezes, minha impressão é que terei um fim rápido. Uma doença devastadora, dessas que tomam o corpo em dias e acabam com a vida sem dar tempo de entender, de correr atrás de reparações ou de arrumar a casa pros outros. Das que não permitem sequer arruinar os dias de quem vai sobreviver. Um mal que deixa todos estupefatos.
Não sei se é esta a morte que eu desejo ou mereço. Merecer a morte, quem a merece? Sei apenas que nunca me conformarei em partir tão cedo. Porque amanhã sempre há o que fazer, ver, desejar, ler, sonhar.