13.1.14

Globo de Ouro 2014 numa noite de febre

Abatida por uma gripe no último dia de férias, vi de relance - e pouquíssimo - a entrega do Globo de Ouro de 2014. Mas cansei de me deparar com a cortina que embrulhou a Jennifer Lawrence, durante os raros instantes em que abri os olhos. Também observei o decotão no derrière da Cate Blanchett, quando recebeu o justíssimo troféu por Blue Jasmine. E Diane Keaton, magrinha, sem medo de mostrar a idade, agradecendo prêmio por Woody Allen. Além de Uma Thurman, magnífica, um charme só.
O resto, vi em foto hoje. E posto aqui algumas observações trêmulas e febris.

1. A Musa



Para quem não sabe, Diane Keaton popularizou seu estilo próprio de vestir-se, com roupas masculinas, em Annie Hall, usando peças de Ralph Lauren no filme. Ontem, ela celebrou uma amizade de mais de 40 anos com o genial Woody Allen.

2. As grávidas



Adoro gravidez, acho lindo o barrigão, mas vamos convir que é difícil estar grávida e manter a elegância. A bela Olívia Wilde optou pelo estilo brasileiro da atualidade: grudou o verdão na barriga e ficou parecendo um peixe. Drew Barrymore homenageou a primavera ou a festa das cerejeiras do Japão, deixando a definição de seu traje meio confusa. Já Kerry Washington foi simplesmente a mulher mais chique da noite.





3. Fendas abissais


Em profundidade, poucos decotes frontais ousaram tanto quanto o de Amy Adams.




Já em termos de bom-senso, poucas arriscaram tanto quanto Emma Stone, com seu traje invertido e pouco divertido. 




E, num estranho modelo de negligée gótica, Ms Blanchett.

4. As equivocadas



 Tudo certinho, modelo rosado, arrumadinho (embora meio datado de dois anos atrás), mas... precisava homenagear Frida Kahlo?


Corte certo, cor interessante, mas o detalhe metálico nem sequer chegou a lembrar Courrèges. Mila Kunis ficou mais pra carro alegórico de escola de samba mesmo.


Também na linha metalizada, Emma Stone pegou a saiona larga, de fazer comprinhas à tarde, e foi pra cerimônia, assim, assim, informalzinha.




 Eddie Falco, encarnando um presente natalino.



Heidi Klum, floral e transparência.


 Helen Mirren pronta para ser madrinha ou mãe da noiva em casamento brasileiro.


 Michelle Dockery, a pastora de porcelana da noite.



Jennifer Lawrence precisava puxar o vestido para cima a cada movimento.




 Kelly Cuoco de poltrona mal estampada - o efeito da padronagem é esse mesmo, desfocado.



Lena Durham é a prova de que glamour não combina com todos os tipos de corpo. Nem com tatuagens.




Enquanto umas pecavam pela falta de tecidos, Paula Patton quis contrariar as tendências e vestiu esse imenso babado. Dá impressão de tanta coisa que nem é bom falar.

O que pode ter acontecido? O vestido ficou pequeno, então, Júlia Roberts decidiu usar uma blusinha por baixo. E ainda arrumou um cintinho bem brilhante, pra dar "uma vida".


Menino ou menina? Sandra Bullock não conseguiu se decidir quanto à decoração das cortinas do quarto do bebê. Só fez questão que aparentassem ser de cetim.


Zoe Saldana também ficou indecisa quanto a transparências, alças no vestido, apliques no corpete, preto, branco... Juntou tudo e concorreu com louvor ao prêmio Helena Boham-Carter do Globo de Ouro 2014.


A mais linda pastorinha/noiva caipira do Golden Globe, Zooey Deschanel.



Não é que o vestido seja feio, mas precisava homenagear Free Willy?



Berenice Bejó, de ave emplumada em pesadelo rubro.





Tava tudo muito simples, arrumadinho, elegante. Então, Rashida Jones quis bordar umas plameirinhas no branquinho.

5. As esplendorosas



Uma Thurman, um charme só.




Emma Roberts, de pretinho básico.


Jessica Chastain, básica.

 A exuberância espetacular de Sofia Vergara.


Julie Delpy mostrando que francesas sabem usar vermelho, apesar do desastre de Berenice Bejo.

5. A bem-humorada


Emma Thompson, com a filha, mostrando uma excelente plástica, fez a mais divertida apresentação da noite, com um drinque numa das mãos e os Laboutins na outra.


Mas só vi hoje, no You Tube.



16.12.13

Um drink para Peter O'Toole

Antes de Michael Caine, era Peter O'Toole o ator britânico de plantão que convencia o público de qualquer coisa. Era bom, mau, piedoso, vaidoso, cruel, simples, humilde, louco, sensato, um conquistador incorrigível, um amante fiel. Mais que um apaixonado, era sempre apaixonante.. Com o olhar, demonstrava o que bem queria.
Vinha de uma escola de teatro que consagrara Alec Guiness, John Gielgud, Alan Bates, Richard Harris, Richard Burton - uma turma respeitável de beberrões charmosos, dos quais ele fora o único realmente belo na juventude.
A bebida acabou com a bela estampa, mas o charme e o talento continuaram magnetizando o público.
E aqueles olhos...
Cheers!















Ganhou um Oscar honorário, consolação pelas oito indicações e nenhuma premiação.
O melhor filme?
Lawrence da Arábia, Lord Jim, O que que há, gatinha?, Como ganhar um milhão de dólares, Vênus, O Homem de La Mancha, Beckett, O Leão do Inverno, O Substituto, Adeus Mr. Chips ... Não há como imaginar essas histórias sem sua presença.

12.12.13

All that gas

Há anos, o gás natural entrou no Rio, com toda a força. Na minha casa, estourou um fogão Brastemp velho de guerra, que sobrevivera por quinze anos, firme e forte. Não depois do gás natural, que estilhaçou toda a porta de vidro do forno. Comprei outro, baratinho, um Continental, modesto, sem acendimento automático. Durou uns quatro anos, mas já tinha substituído todos os acendedores, que eram queimados pelas chamas. O vidro do forno também estilhaçou-se. Depois, começou a se romper.
Há duas semanas, comprei um fogão simples, da Brastemp, não tão barato assim. Em quatro anos, os fogões aumentaram muito de preço, com ou sem IPI. Então, chamei a empresa para fazer a conversão de gás de botijão para encanado. O técnico, um homem muito gentil mesmo, coitado, ofereceu-se para fazer a instalação, o que seria caro, porém daria uma maravilhosa garantia ao produto. E não é que ele arrebentou a canalização de gás?
Imediatamente chamei a CEG, que lacrou meu relógio por causa do escapamento. Consegui que um gasista fosse ver o estrago no dia seguinte. Telefonei para a autorizada que, ontem, dizia que pagaria em dinheiro meu prejuízo. Hoje, cadê o gerente da autorizada?
Liguei pra Brastemp, registrei o caso e, em 72 horas úteis deverei ter um retorno da reclamação.
É dura a vida de consumidor no Brasil.
Ah, sim, só amanhã a CEG vai religar meu gás. As 72 horas inúteis de banho frio e no sanduíche, essas não têm ressarcimento.