18.11.09

Do you think I'm sexy?





Tudo bem que os homens mais sexies da People estão sempre acima dos 30 anos...
Tudo bem que Johnny Depp é uma unanimidade em termos de beleza, charme, talento...

... mas que aquele jovem vampiro está bem no quesito, ah, está!

15.11.09

Reciclando


Sou antenadérrima com o desenvolvimento sustentável desde criancinha. Meus pais eram ambientalistas antes disso virar moda: só compravam produtos biodegradáveis, separavam lixo orgânico do reciclável, reaproveitavam tudo o que fosse possível. O que me tornou uma culpada pela própria natureza e alguém extremamente apegada a tudo quanto é tranqueira que entra em minha casa.
Adoro banhos longos e ainda sou capaz de permanecer meia hora sob o chuveiro, culpada por desperdiçar a água do planeta. Já melhorei, fechando torneiras ao ensaboar louças ou escovar dentes. Máquina de lavar cheia sempre foi uma rotina, já que o número de habitantes nesta maloca supera qualquer recomendação ambiental da atualidade. Assim como passar roupa. Sempre lidamos com montanhas de peças semanais.
Esta imensa divagação (quem mandou vocês me enviarem mensagens tão doces sobre meus posts) surgiu a partir de uma visita à Paçoca , que fala em sacolinhas recicláveis nos supermercados. Como mulher do século passado, recordo-me bem das sacolas de trazer compras do mercado ou dos mercadinhos com sacos imensos de grãos nas entradas.
Quando saí da casa dos meus pais, comprei carrinho de feira, uma maravilhosa escada que acaba de completar 23 anos e passou à categoria de porta-plantas (olha a tranqueira que não vai pro lixo), e duas sacolas de compras, de material sintético. Em criança, ia à feira com Maria ou Mamãe, sempre carregando sacolas de pano e o carrinho - que também serviam para trazer garrafas de cerveja do supermercado em dias de festa.
As sacolas de Mamãe sumiram na História. As minhas se transformaram numa única, que aos poucos ganhou companhia de imensas sacas de lona ou material mais resistente, brindes de seminários ou das editoras. Serviam para ir à praia e, eventualmente, até para carregar compras. Elas começaram a frequentar supermercado quando percebi que precisava de um período de adaptação antes que as sacolinhas plásticas fossem banidas por lei. As empacotadoras olham meio com cara feia.
No passado, essas moças conseguiam armazenar 48 produtos em duas precárias sacolas plásticas. Agora que elas estão com os dias contados, botam três artigos em diversas sacolas duplas. Os fabricantes estão desesperados para soltar fora a produção. Deveriam era começar a desenvolver material que fosse absorvido pelo ambiente sem causar danos.
Tudo é adaptação. E eu, mais que levar sacolas duráveis às compras, começo a abandonar meu arraigado hábito de dobrar sacos plásticos em pequenos triângulos. Preciso urgentemente substituir meu TOC por outra compulsão.

14.11.09

À procura de Eric


Ando sentindo um esgotamento nos blogueiros.
Não só eu.
Mas muita gente. Jôka, Alexandre também.
Anda quente. Eu, por minha vez, só consigo trabalhar. Muito.
Mas vez por outra, compartilho algo com meus 13 leitores fiéis.
Como ver ""À procura de Eric, em que um carteiro deprimido, que cuida da família com o desespero e o desvelo de bons pais, busca apoio para as armadilhas da rotina no ex-craque Eric Cantona, um dos produtores e estrelas deste delicioso filme de Ken Loach.
As histórias de Loach sempre têm muita fala, muito carinho pelos oprimidos, muito alento para a desesperança. Este, poético e fantasioso como A Rosa Púrpura do Cairo, de Woody Allen, que também apresentava o objeto de admiração alavancando vidas pequenas, mostra também a irmandade masculina, um universo que cada vez mais o cinema explora com sensibilidade. O futebol é só um elemento catalisador para a amizade profunda de homens simples, que reverenciam ídolos sem deixar as responsabilidades de lado.
Um encanto de história, num filme de senhores para os eternos meninos que crescem com doçura no coração.
(Sim, havia pouquíssimas mulheres no cinema. O filme tem lindos gols, jogadas maravilhosas de futebol. Mas mulher alguma precisa fingir que adora o belo esporte. É só dizer que foi assistir a um filme de Ken Loach).

11.11.09



Tenho um filho maior de idade...

No escurinho




Na província de Botafogo, mais especificamente em metade do meu quarteirão, cai a luz com alguma freqüência. Então, quando ontem, por volta de 18h30m, acabou a eletricidade, nem pestanejei. Fui pro cinema.
Acabou a sessão de Fados, voltei pra casa de táxi, para pegar outro casaco e trocar de sapato, já que a energia não voltara mesmo em meu combalido lar. Retornei ao cinema, Che entrou na Bolívia para tentar fazer guerrilha e ... fim de iluminação na cidade toda.
Outro táxi, mais notícias da escuridão, em casa, comemorando os 21 anos de meu primogênito, que me dava notícias das trevas lá do Planalto Central.
Claro que a luz só voltou às 7h30m em meus domínios.
Hoje, compro um lampião.

9.11.09

E o Caetano, hein?

Falou mal do Lula, criticou Woody Allen e ainda ganhou um Grammy Latino.
Ou seja, não precisava ser lembrado só como polemizador.