4.2.10

Sem comentários

Tem gente que levanta polêmicas com opiniões bem embasadas, mesmo que destoantes do pensamento organizado em esquerdismos ou direitices - o caso do Caetano.
Agora, há outro gênero humano que levanta polêmicas, cuidando para elas estejam atreladas a si.
Segue aqui a reprodução de texto do Piauí Herald. Que não comentarei.
Porque gostar de bossa nova ou não é direito de cada um.
Falar bobagem para aparecer é medo do peso da melancia no pescoço.

RIO DE JANEIRO (infelizmente) – Ontem, durante o seu influente programa semanal de televisão, “Isto é um país?”, o jornalista e escritor Diogo Mainardi sustentou que a bossa nova brasileira é medíocre, previsível, dissonante, simplória, cafajeste e pobre de espírito. “Pra vocês terem uma idéia, a bossa nova da Lapônia é melhor do que a nossa, e olha que eles descobriram o gênero no mês passado”, disse o polemista moreno. A tese vem se juntar a outras opiniões controversas de Mainardi. Há quinze dias, numa troca acalorada de idéias com o crítico Roberto Schwartz, Mainardi declarou que, em qualquer país um pouco mais sério, Machado de Assis não conseguiria emprego nem de escriturário. “Nem vírgula ele acerta”, declarou. Carlos Drummond de Andrade também não escapou da crítica: “Essa história de ‘Tem uma pedra/Tem uma pedra/Tem uma pedra...’ Desvia, porra!” Arquitetos e historiadores aproveitaram o programa de ontem para fazer um protesto em frente à GLOBOSAT, emissora de “Isto é um país?” , em repúdio ao manifesto “As igrejas barrocas mineiras não são nem igrejas, nem barrocas e nem mineiras”, que Mainardi publicou há dias por uma pequena editora de Veneza. Mainardi enfrentou os manifestantes e deixou claro “que brasileiro protestando é pior do que musica clássica búlgara”. Informações colhidas junto a funcionários da GLOBOSAT que não quiseram se identificar indicam que a direção da emissora ficou algo perplexa com as palavras que Mainardi usou para encerrar o programa: “Eu mesmo sou um péssimo Diogo Mainardi. Existem Diogos Mainardis muito melhores do que eu. É claro que nenhum deles jamais pôs os pés no Brasil.”

Olha a São Clemente aí, gente!!!!

A outrora bela rua, hoje ostenta numerosos buracos. Quem quiser apreciar, pode se sentar nas cadeiras usadas para sinalizá-los.
Ontem, de salto rasteiro, consegui me estabacar numa calçada de Botafogo. O motivo? Um buraco, daqueles que a gente mal percebe, mas que nos faz perder o equilíbrio. E a dignidade, claro. Ganhei uma perna arranhada e roxa.
E daí, né?

1.2.10

Aos dois anos, eu tinha um meeeedo de fotógrafos....

Imperioso!!!!


Depois de uma semana infernal, com a dose habitual de violência, o metrô cada vez pior (eu experimentei a delícia de viajar num vagão sem ar-condicionado; e teve, além do aperto de sempre, trens desengatados) e a canícula de matar de inveja qualquer nação africana, é um alento ser flamenguista neste domingo!!!!

29.1.10

O inventor do adolescente


Meu pai dizia que O Apanhador no Campo de Centeio era o livro que gostaria de ter escrito.
Com suas freiras que liam Joyce nas estações de trem, com professores pedófilos, homossexuais enrustidos, com uma irmãzinha adorável e o terrível temor de enfrentar a vida, Salinger rodeou a saga de Holden Caufield, que se despede da infância enquanto segue apavorado pela trilha que leva à realidade das descobertas adolescentes.
Holden Caufield me levou a Seymour Glass, Franny, Zooey, e a lamentar profundamente que o esquisitão do Salinger preferisse dedicar-se à vida do que à literatura.
A indústria do entretenimento, que alimenta públicos pouco maduros com histórias de celebridades, não permitirá que surjam outros Salingers.
Nem novos Holdens Caufields.

27.1.10

Janeiro





Trabalho, trabalho, trabalho, doença séria na família , filhos solteiros, filho com namorada, empregada nova que ficará só mais quinze dias porque é ruim demais, trabalho, trabalho, trabalho, cobrir escola de samba, entrevista com diretor teatral legal, peça de teatro - não a dele - horrorosa, show de cantora até que foi bom, chega amigo amado, viaja filho com namorada, viaja filho sem namorada, filha acaba com namorado, filho desata amor platônico, cabine de imprensa de filme ruim, cabine de imprensa de filme bom, trabalho, trabalho, trabalho, quebra máquina de lavar, quebra aquecedor, quebram instalações hidráulicas, ar condicionado não funciona, trabalho, trabalho, trabalho, conserto de tudo, calor imenso, calor suportável, trabalho, trabalho, trabalho, um pouco de gripe, talvez, cabine de filme médio, entrevistar homem insuportável, trabalho, trabalho, trabalho, os olhos purgam de cansaço, insônia, briga com plano de saúde, briga com a Net, cobrir Dia de São Sebastião nos Capuchinhos, trabalho, trabalho, trabalho.
Não há queixas.
Só constatações.

20.1.10

Globo de Ouro

Compromissos sociais me impediram de assistir a todo o Globo de Ouro. Fui informada por minha parceira de platéia, Sol, com quem troco telefonemas a cada intervalo do show, não apenas sobre o que aconteceu, mas a respeito da terminologia contemporânea para classificar as cores dos trajes. Todos os homens pareciam amarfanhados, mas, segundo a Sol, caía um temporal em Los Angeles que roubou o brilho dos astros.
Os resultados, exceto o de Jeff Bridges, que pode, quem sabe desta vez, abiscoitar o Oscar, eram pra lá de previsíveis. Os figurinos, nem tanto. Havia muito costureiro bom assinando os modelitos, mas o problema talvez seja a inadequação de quem os envergava. E isso que são as pessoas mais lindas e com o melhor batalhão de camareiras, cabeleireiros, maquiadores, produtores do mundo.
Babados, poucos cintos, vestidos de um ombro só, fendas profundas e uma profusão de cores em estilos variados foram expostos, tudo com o nome de seus criadores (que eu, realmente, omito, com uma ou outra exceção). Afinal, nós, que somos chics por natureza, queremos é nos deleitar com o momento brega-fashion-um tanto ao quanto atrasado que ora chega a este blog.

As majestades


Kate Winslet, pretinho básico de ombro único, depois de entregar o prêmio a Jeff Bridges



Meryl Streep, com mais um trofeu para a coleção.

Sigourney Weaver, imponente em seu vestido esmeralda (antigo verde-bandeira), com a dupla romântica de Avatar.

O sapatinho era feio, mas o Balenciaga de Julianne Moore, divino. E quem tem Tom Ford como adereço numa noite está mesmo pisando em nuvens...



Penelope, cada vez mais Sophia...


... e Sophia, cada vez mais diva.

Perigosas peruas

Marion Cottillard já recebeu Oscar com o mais estranho vestido de sereia que foi criado. Desta vez, caprichou na anágua preta e nos sapatos infames.


A fenda de Jennifer Aniston mostrava a lingerie, como puderam conferir os espectadores e Gerard Butler.


Um bolo de noiva envolvia Kate Hudson e suas plataformas.

O vestido para ofuscar vampiro de Anna Paquin e seus pavorosos sapatinhos.


Nesses eventos sempre aparece alguém vestido de cortinado. A disputa foi grande entre Jennifer Morrison ...



e Cloe Sevigny.



Las violeteras

Sandra Bullock num vaporoso modelito orquídea...


... ou seria este o tom do vestido de Diane Kruger (que para mim, parece fúcsia)? Help me, especialistas em glossário fashion.

O horror, o horror



Cher, de Mortícia Adams, Cristina Aguillera, de Jean Harlow.

Mamma Mia!!! Esta mocinha, tão bonitinha... por quê??? O vestido é atroz, os sapatos, inclassificáveis.

Tina Fey na categoria pastorinha de porcelana.

As mulheres de peitoFergie, de lavanda, orquídea, turquesa ou violeta - e cada vez mais botox. Candidatando-se ao troféu Jayne Mansfield/Pamela Anderson da noite.

Halley Berry, numa derivação do uniforme de Mulher-Gato ou Tempestade.



Desde que esta moça surgiu em Mad Men, o público é brindado por seus vestidos totalmente inusitados e inadequados a suas formas.


As simplesinhas

Isso sempre acontece, também. Aquelas que usam um modelito que serve tanto para pegar as crianças no colégio, ter uma reuniãozinha de trabalho ou acompanhar o marido no jantar de gala, como a Tea Leoni.
E Julia Roberts, a mulher que eu mais invejei na noite, pois ficou de papo com Paul McCartney, seu vizinho de mesa, foi com uma roupinha vintage, pronta para a reunião de pais e mestres da escola dos meninos.

Os moços e os nem tão moços

Martin e seus meninos.

Hugh Laurie, que quando não perde pro Alec Baldwin, perde pro Dexter, gravemente doente.

James Cameron, pronto para encarnar um mordomo em filme de terror.
Sir Paul não pôde deixar de lado o toque breguinha dos velhos roqueiros, com uma echarpezinha estranha.
Ih, ganhei, né????