27.8.05

Adoções politicamente corretas


Ainda não destaquei para minha meia dúzia de leitores fiéis os banners e links politicamente corretos deste blog. Além do "Make poverty History" e do combate à pedofilia na Internet - que estão em banners, há um link novo, o Adote um Gatinho.
Combater a miséria é dever de todos nós, claro, e pode ser exercido das mais diferentes formas. Com nossa tradição de país católico/espírita, temos o hábito da caridade e diversas maneiras de trabalharmos para minimizar as péssimas condições de vida da maioria de nossa população.
O combate à pedofilia é dever de todo ser humano normal. Mãe de quatro jovens, sei bem o quanto estão expostos aos maníacos pela Web. Minha filhota, mal abriu um flog, foi imediatamente bombardeada por mensagens de adultos, saudando sua entrada na rede. Tanto ela quanto meus meninos sabem que devem se acautelar quanto a desconhecidos que surgem em jogos interativos cheios de amizade a oferecer. É assustador como essas pessoas estão prontas a se aproximar de crianças.
O link felino - O ditado "Quem tem um gato não tem só um" é comprovado aqui em casa. No princípio, veio a Mel, uma experiência tão maravilhosa que, ao chegarmos de uma viagem e a encontrarmos muito jururu, decidi arrumar-lhe companhia. Veio a Sol, que era linda, mas não gostava de mim. Depois, chegou Gal, batizada antes de, no primeiro cio, nos provar que era uma legítima xará da cantora miando tão aguda e estridentemente quanto a guitarra de Armandinho no "Meu nome é Gal". Passou-se um tempo, as duas crescendo, pegamos Jolie. E ia ficar por aí até entrar a Luz, uma pretinha de patinhas brancas que adoeceu, me fez gastar uma baba de veterinário, sarou e fugiu, a finada Pérola (não dou sorte com gatas negras) e para eu pagar todos os meus pecados, a Bela, uma sialata de olhinhos azuis.
Mais gatinhas aqui nem pensar. No entanto, depois de eu tentar dar Bela para a mãe de meu porteiro e de Júlia chorar desesperadamente, estamos hospedando Sardinha, uma miudinha que, se tudo der certo, irá com o porteiro amanhã. Aproveito, então, para informar a quem está querendo um bichinho de estimação, que há muitos gatinhos abandonados nas praças cariocas e que diversos voluntários os recolhem para repassar a quem estiver interessado numa adoção de felinos. Ninguém precisa ser como eu, claro, mas é só visitar o site e cair de paixão pelos olhos azuis, amarelos e verdinhos também.

Um comentário:

Lívia disse...

Shamylico, meu gato capixaba, entrou em depressão quando meu pai resolveu comprar outro gatinho lá pra casa. Chegou até a vomitar o coitadinho. Resultado: resolvemos devolver o novo gatinho. Mas sou como você Olguinha. Se pudesse, teria vários gatinhos. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, eles são extremamente companheiros. Bjs!