24.3.07

Amores com alguma cólera


Eu adoro o Mario Vargas LLosa e também gosto demais do Gabriel Garcia Marquez, que escreveu um dos livros que eu gostaria de ter escrito, "Crônica de uma Morte Anunciada". Os dois brigaram há uns trinta anos, depois que Llosa virou a mão na cara do Gabo, em público, num cinema na Cidade do México, em 1976. Que foi fotografado, mas segurou a onda.
A história real surge agora, quando o fotógrafo que registrou o rosto do agredido torna públicas as fotos que guardou por 30 anos. Apareceu um repórter inglês informando que o motivo do soco foram os conselhos oferecidos por Garcia Marquez à mulher de Llosa, Patricia, abandonada pelo peruano em Barcelona, quando o don juan saiu atrás de uma sueca pela Escandinávia. Além de recomendar que Patricia se divorciase, Gabo teria sido carinhoso com a amiga, que, ao receber de volta o infiel, aproveitou para contar como fora consolada pelo colombiano. Ao se encontrarem no cinema, na estréia de um filme sobre os sobreviventes dos Andes, Vargas Llosa baixou o sarrafo em Gabo, que preferiu silenciar sobre o assunto.
Tá na cara que Patricia deu o troco, né?
Em 1980 ou em 81, entrevistei Vargas Llosa na pérgula do Copacabana Palace. Apesar da idade - para mim, que tinha 20 anos na época, ele era um senhor - fiquei encantada com o moreno bonitão e charmoso. Uma colega pouco mais velha que eu derretia-se toda, enquanto Patricia acompanhava, zelosa, a entrevista, arrumando o colarinho do marido. Tinha lá seus motivos. Patricia é prima de Vargas Llosa, que antes foi casado com a ex-mulher de um tio, como conta no "Tia Julia e o Escrevinhador".
É, eles escrevem bem, mas não deixam de ser uns galinhões...

Acima, Gabo com o olho roxo - e rindo muito da pândega, não?, e Vargas Llosa, em tempos d'outrora e agora

2 comentários:

Sonia disse...

Olá, Olga, aqui estou para uma visitinha. Adoro o Vargas Llosa - García Marques nem tanto (odiei Memórias de minhas putas tristes). Mas não sabia desse "arranca-rabo" entre os dois. Beijos.

Olga disse...

Também achei uma bobagen as "putas tristes".
Saudades, Sonia!