5.6.09

Confirmei recentemente que joguei pedra na cruz.
Hoje, após 40 dias de telefonemas infindáveis para a Net, parece que resolverão meu kafkiano processo.
Ontem, depois de ter meu sinal de TV cortado a cada dois dias desde 24 de abril, por erro do sistema da Net, consegui uma atendente que teve a paciência de me ditar infindáveis algarismos com os registros de 66 - isso mesmo, 66 - telefonemas que dei à empresa no período para tratar do mesmo assunto: a religação de meu sinal, cortado indevidamente.
Depois de apelar para a Anatel e para a Ouvidoria da Net sem sucesso, fiz o que qualquer brasileiro de classe média ou acima dela aprende em pequenininho: dei uma carteirada. Liguei para a Assessoria de Imprensa, informei que sou jornalista e... hoje ouvi juras de fim amplo, total e irrestrito do incômodo ao qual fui submetida. No entanto, nada poderia ser feito em relação ao ressarcimento das horas sem sinal - o mínimo que a empresa deveria me oferecer, não?
Restou-me então agir de uma forma que nós, brasileiros, não estamos acostumados. Mencionei que a indignidade a que fora submetida me parecia ter base para numa ação de perdas e danos. Assim, consegui o ressarcimento.
Moral da história: no Brasil, para fazer valer seus direitos, o jeito é procurar instâncias cada vez mais superiores.

Um comentário:

Monica Araujo disse...

É Olga, infelizmente é assim que funciona, a começar que triste de quem precisa de atendente de telemarketing, quando você consegue pegar uma alma boa e gentil , esbarra nos "procedimentos" e na incompetência do suporte para resolver o problema, um desgaste só!