28.12.09

Atrocidade



Chamei de mau gosto o que via, de mau gosto, mau gosto... (Caetano Veloso, Sampa)


Classificar de vestido de noiva a roupa da senhora acima retratada é impossível. Uma armação de anágua/dublê de canga com babados e tintura sobre um peito nu só podem ser consideradas roupas por dançarinas do Olodum.
A referida dama casou-se com o ex-secretário de Educação do Distrito Federal, José Luis Vieira Valente. Não pretendo falar aqui sobre acusações de corrupção que foram feitas ao ex-secretário, mas sim sobre as apresentações circenses que as cerimônias de casamento se tornaram.
Eu sou a primeira a chamar os vestidos de noiva de "fantasia de noiva". Fantasia por ser um uniforme para uma solenidade, algo tão ridículo quanto becas de formatura - ou de juízes e advogados. Não gosto disso, mas reconheço que cada um usa o que considera apropriado em qualquer ocasião da vida.
O figurino da noiva brasiliense não cai bem em ninguém, sem importar ocasião, gênero ou faixa etária. Pintura sobre o corpo só fica bem, convenhamos, em modelos sequinhas, como a Globeleza - que se aposentou depois de chegar à maturidade.

Depois que as cerimônias de casamento perderam o cunho solene e religioso, adotando uma feição festiva, a sociedade do espetáculo criou um novo tipo de noivos, os que proporcionam shows para seus convidados, rompendo com tradição, elegância e, por vezes, causando um dispensável constrangimento ao público. Vale pelos quinze segundos de glória na Web. E só.

3 comentários:

Tertúlias... disse...

Ai Olga, isto chega a ser assustante... por isto eu ando cada vez mais me refugiando no mundo (glamouroso) das tertúlias... he he... um limdo ano para voce, pérola!

paçoca disse...

Vim deixar um desejo de um Feliz Ano Novo. Gosto do que você escreve, gosto do que você pensa! Um beijo Paçoca

Olga disse...

Ricardo, Paçoca, 2010 beijos infindáveis pra vcs!!!!!