2.9.11

Ufa!



Vai virar mensal este blog...



Simplesmente estou na fase off blog, off diário (tenho um, há muitos anos: sofreu uma longa interrupção, nos 8-10 anos de casamento/descasamento, com um pequeno período de registro quando comecei a fazer terapia - e quando se começa terapia há que falar, escrever, compartilhar aquelas descobertas que nos fazem acreditar realmente que somos o que há de mais interessante e importante no mundo - e um retorno a partir do momento em que assisti ao "Diário de Bridget Jones" - o que é muito estranho, pois configura o quanto sou mulherzinha e influenciável mesmo).



Meus tempos off blog/diário prejudicam incrivelmente minha combalida memória. Sempre tive memória gráfica, desde os tempos em que estudar era um dever. Jamais fui daquelas pessoas que gravavam sons - até hoje me embaralho em letras de música se não as tiver impressas, lidas. Em compensação, tenho uma excelente memória olfativa e reconheço vozes com estranhíssima facilidade. Se alguém passar décadas sem falar comigo e me telefonar, consigo identificar o interlocutor em segundos. Muito esquisita a cabeça da gente...



Há momentos na vida, no entanto, em que falta tempo para ir ao salão de beleza - sim, eu preciso ter unhas manicuradas para me sentir perfeitamente arrumada; estar sem esmalte é como andar sem brinco -, para sentar à mesa com os filhos, para ir ao cinema. Já me aconteceu, quando as crianças eram pequenas (e eu não sentava à mesa, meu colo era a poltrona natural onde bebês se acomodavam para serem alimentados), quando voltei a viver no Rio e agora, no momento em que a família inteira está entrando em novas etapas.



Depois de seis anos trabalhando como freelancer voltei a ter emprego fixo, com horário e salário no dia certo. Não que tenha abandonado os frilas. Não posso nem quero. E quanto mais trabalho, mais encontro tempo para trabalhar.



Um de meus filhos, que morava em Brasília, agora estuda em SP e vem todos os fins de semana para o Rio, o que também altera a dinâmica da casa, mais agitada do que nunca. A casa, coitada, desaba pedindo uma reforma urgente, mas... não há tempo - nem recursos - sequer para pensar em contratar empreiteiro, comprar material, ver a obra começar, brigar com o empreiteiro, ver a obra estourar o prazo, ver o dinheiro minguar, brigar com a família inteira...



Este blog já passou por tantas fases. Teve a inicial, de crônicas com temática absolutamente carioca. Teve a fase em que virou diário. Teve a fase impessoal/profissional.



Agora, sei lá qual é a fase. A da ausência, talvez. Aquela época em que a gente se distancia dos prazeres para cumprir deveres.



Mas um dia eu me equilibro.



E volto a escrever apenas pelo prazer.

Um comentário:

AOS QUARENTA A MIL disse...

Ando meio assim, mas escreva sim, mesmo que demore!