19.5.12

Mudanças no layout do Blogger me informam sobre TUDO, absolutamente TUDO o que li há segundos. Abrem os textos de Facebook e, provavelmente, os de outros sites.
Sinto-me dentro daquele filme chato do Spielberg, Inteligência Artificial. Tem uma cena em que Tom Cruise entra num shopping e, imediatamente, é assolado por saudações virtuais mercadológicas, todas dirigidas a ele mesmo.
Eu já acho insuportável quando entro numa loja e vem a vendedora de 14 anos, com aquele sotaque carioquês/praiês, me cumprimentar: "Oi, meu nome é Priscila, tudo bem? E o seu?". Eu lá quero saber seu nome, Priscila? Eu lá quero fingir que vamos estabelecer uma grande amizade?
Estou num tremendo mau humor hoje. A razão é a vida toda. Quis fazer um upgrade no meu plano de saúde e descubro que terei uma carência de seis meses, o que é permitido pela ANS. Isso significa que somos extorquidos, felizes, quando entramos pro nada seleto clube da medicina privada, um modelo que destrata o cliente de todas as maneiras possíveis. Decidi, então, continuar com o plano rastaquera mesmo. Acho desaforo ter que pagar seis meses de aumento apenas para talvez, um dia quem sabe, usufruir de um quarto particular num hospital.
Uma das constantes festinhas de gurizada ocorreu em minha casa ontem. Adoro a algazarra de festas, mas odeio a pobreza vocabular de grupos que se comunicam, basicamente, usando cinco palavrões. Reclamei disso e ouvi, de um dos convidados, sentado no sofá da minha sala, um guri de 18, 19 anos, que palavrão é forma de expressão utilizada por professores nas universidades. Concordo. Mas na minha sala eles são restritos a enfatizar situações ou expressões de dor, medo, raiva. Não são substantivos a serem proferidos a cada 25 segundos.
Tem um vazamento na área de serviço. Deu curto na instalação elétrica do quarto dos meninos. Fiquei doente dois dias e tomei antibiótico. Minha filha também adoeceu.
Eu sabia que devia ter ido à Igreja de São Jorge este ano... 
E tudo o que eu queria era um dia igual a este aqui, acima.

2 comentários:

Jôka P. disse...

Olga, detesto jovens que falam palavrões, isso é muita falta de educação!

Olga disse...

Detesto o excesso de palavrões.Existe ambiente e situação para cada emprego de palavras. Odeio gente jovem ou velha que não sabe conversar sem soltar meia dúzia de palavras pesadas, seja em casa, no cinema, no metrô e, principalmente, no elevador.