Sempre tive estranhos insights sobre mortes de gente famosa. Tão estranhos que não me surpreendia quando eles morriam. E não é apenas de gente com morte anunciada, doente há tempos, não. É com quem morre repentinamente também.
Sem quê nem porquê eu me vejo lembrando da pessoa. Horas ou dias depois, ela morre.
Foi assim com o Ulisses Guimarães, que andava sumido na época em que morreu. Pois eu, sei lá por quê, me lembrei do homem. Não deu outra: caiu o avião.
Na véspera da morte de Lady Laura, eu conversava com meu amigo Eduardo Graça, que ia cobrir o show de Roberto e entrevistar o Rei em Nova York. Mas Lady Laura já estava doente, então não valia, né?
Esta semana, à noite, em mais uma das viagens ensandecidas até a PUC (os motoristas de ônibus cariocas não fazem psicotécnico, certamente), vi Silvinha Buarque com a filhinha na calçada em frente ao Bar Jóia, no Jardim Botânico. O que aconteceu no dia seguinte? Morreu a avó, dona Amélia (aliás, depois de Lady Laura e Memélia, Dona Canô que se cuide, né?).
Preciso registrar mais essas ocorrências.
Mas o Além só me avisa das celebridades. Meu mentor espiritual quer que eu enverede pela carreira de paparazzo-papa-defunto.
(Ah, isso é de família. Vovó Olga vez por outra via fantasmas nos quais não acreditava. Acabava de enxergar o vulto e perguntar se era ladrão - ela tinha coragem e esperava sempre uma resposta coerente dos interlocutores - , tocava o telefone com notícia de morte de algum conhecido; um de meus tios estava em Montecarlo, naquela estrada sinuosa onde filmaram Ladrão de Casaca e "viu" um carro despencando de lá. Dias depois, morre a Grace Kelly no local).
E eu insisto em continuar materialista...
8.5.10
7.5.10
Os suspeitos de sempre
Sempre achei absurdo um estabelecimento encarar clientes como bandidos em potencial. Se eu pensasse assim de quem contrata meus serviços, jamais trabalharia por conta própria.
Nas agências bancárias brasileiras, somos tratados como suspeitos. Abrir a bolsa para um desconhecido verificar o que carregamos nela é humilhante. Já houve casos de pessoas que se despiram para provar que não estavam armadas. Em priscas eras, eu me recusei a abrir bolsa e prendi uma fila de revoltados atrás de mim até que o segurança, premido pelos protestos, liberou a passagem. Hoje, evito ao máximo entrar em bancos.
E ontem, um doido atirou no cliente que tinha marcapasso e avisou que não poderia entrar pela porta com o dispositivo eletrônico. Foi em São Paulo, o que não repercute tanto como se houvesse ocorrido no Rio - e que geraria a habitual onda de indignação quanto às pretensões da cidade de sediar Jogos Olímpicos.
Tudo bem, a imensa maioria dos seguranças não vai atirar nos clientes.
Porém, a mais que imensa maioria dos correntistas de bancos não é assaltante.
Por que, então, somos enxovalhados sempre que precisamos utilizar serviços caríssimos?
Não há solução para a humanidade.
Nas agências bancárias brasileiras, somos tratados como suspeitos. Abrir a bolsa para um desconhecido verificar o que carregamos nela é humilhante. Já houve casos de pessoas que se despiram para provar que não estavam armadas. Em priscas eras, eu me recusei a abrir bolsa e prendi uma fila de revoltados atrás de mim até que o segurança, premido pelos protestos, liberou a passagem. Hoje, evito ao máximo entrar em bancos.
E ontem, um doido atirou no cliente que tinha marcapasso e avisou que não poderia entrar pela porta com o dispositivo eletrônico. Foi em São Paulo, o que não repercute tanto como se houvesse ocorrido no Rio - e que geraria a habitual onda de indignação quanto às pretensões da cidade de sediar Jogos Olímpicos.
Tudo bem, a imensa maioria dos seguranças não vai atirar nos clientes.
Porém, a mais que imensa maioria dos correntistas de bancos não é assaltante.
Por que, então, somos enxovalhados sempre que precisamos utilizar serviços caríssimos?
Não há solução para a humanidade.
3.5.10
Lynn e Corin Redgrave
Que carma o da Vanessa Redgrave!
Há um ano, morreu sua filha, Natasha. Agora, em menos de um mês, perde os dois irmãos mais jovens, os também magníficos atores Corin e Lynn.
Coryn e Lynn, na década de 60.
O clã dos Redgrave, com Sir Michael e Dame Rachel Kempson ladeados pela adolescente emburrada Vanessa, por Corin e Lynn, ainda em idades adoráveis.
Os três irmãos, na maturidade.
Há um ano, morreu sua filha, Natasha. Agora, em menos de um mês, perde os dois irmãos mais jovens, os também magníficos atores Corin e Lynn.



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