28.5.09

Unplugged

Primeiro, foi a pia de meu banheiro que se descolou do mármore - tem uma história pregressa de faxineira que subiu na cuba e, claro, aquilo se rompeu, foi posta outra, não colou bem etc e tal.
Depois, ao passar uma extensão por trás do piano, descobriu-se uma infiltração vinda do banheiro social.
Aí, o fio do telefone de meu quarto arrebentou.
Então, o HD deu seu último suspiro, morrendo após um aviso prévio de quatro ou cinco meses.
Fiquei unplugged, curtindo meu carma, pacientemente.
Agora sou assim, zen-zen.
Dias offline.
Problemas? Só atraso de entrega de trabalho. A perda de minhas últimas declarações de IR. E de alguns arquivos de matérias que posso recuperar por e-mail.
De resto, o mundo não se abalou com minha ausência da rede.
Estou tão cansada de viver ligada na tomada...

Enquanto isso, Bella segue inabalável, em seu posto sobre os LPs que se empoeiram.

24.5.09

O Ivson, que é arguto e atento, percebeu e postou lá no Coleguinhas a história inteira. O tag é perfeito: "Ô, besteira".
Comi mosca, mas tinha que compartilhar com o universo. Na cobertura de Cannes, o Globo On anuncia a exibição do filme com uma "atuação póstuma" de Heath Ledger. Talvez o primeiro caso de participação do além no cinema, provando a tese de que há vida após a morte.

Nos idos anos 70, tomei meu primeiro contato imediato a sério com quem acreditava em vida nos outros planetas - e se preocupava realmente com isso. Havia uns doidos que procuravam UFOs nos céus de Casimiro de Abreu, mas Mrs Granchi, minha professora do 6° ano da Cultura Inglesa era diferente. Italiana, morena, trajada com blusões e saiões estampados, mãe de uma artista plástica, Irene Granchi militava pelo reconhecimento da importância dos ETs. E eu, como adolescente irreverente, comandava a turma no mais exuberante e total descrédito às fotos que Mrs Granchi nos mostrava de discos voadores.
Hoje, eu continuaria considerando Mrs Granchi pitoresca, uma Phoebe dos "Friends", mais velha e não tão bonita, porém jamais seria indesculpavelmente rude com a professora, que tratava a vida extraterrestre com fervor religioso.
Não fui ver a passagem do objeto mais que identificado de um artista plástico americano pelos céus do Rio. Achei uma tremenda bobagem.
Só valeu para recordar aquela época iconoclasta em que o politicamente correto inexistia e que a autocensura não me regulava.