30.1.06

Vida que passa






Fim-de-semana de visitas e conversas. Fui com os meninos ver meu tio velhinho no Mosteiro de São Bento. Ele tem 87 anos, foi um grande professor de teologia e de ética, autor de livros teológicos e há algum tempo padece dos males de uma saúde bastante irregular. Teve alguns cânceres de pele, outro, mais sério, de estômago. Confunde os meninos, mas lembra-se de detalhes de seis anos atrás. Estranha a forma como a mente trabalha.
Casal de compadres vem nos visitar para me dar forças num momento difícil. Amigos que já foram muito próximos e que hoje estão mais distanciados. Mas que surgem nas horas duras. Estamos para completar 30 anos de amizade, eu e meu grupo de adolescência. Amizade que se mantém, felizmente, não apenas com visitas sociais. É estranho envelhecermos juntos, vermos nossos filhos crescendo, chegando à idade em que nos conhecemos. Já faz muito tempo mesmo...

Foto: Marcelo e eu, em 1979. Atrás, Ricardo e Fernanda, cantando. Em primeiro plano, a indefectível pastinha de cebola.

Um comentário:

Marilia Mota disse...

É mesmo uma emoção estranha (como faltam palavras que realmente traduzam a emoção!) envelhecer junto com os amigos, ver os filhos no nosso encalço - os netos chegando. O ciclo da vida é tão intenso e tão rápido!