29.3.08


Sou um ser privilegiado. Por anos convivi pacificamente com uma vizinhança silenciosa e discreta, que só se manifestava em ruidosas, porém bissextas festas infantis com recreadores histéricos. Não posso, então, reclamar de hoje ter vizinhos que massacram meus tímpanos e meu cérebro com funk em 550 mil decibéis de altura.
É parte da existência e servirá para meu engrandecimento espiritual.
Tenho certeza absoluta que esses degenerados hão de ficar surdos antes dos 24 anos.
Porque eu posso ser estóica, mas jamais deixarei de rogar uma boa praga pra essa gente sem consideração com a saúde mental alheia.

2 comentários:

Jôka P. disse...

Que lindo esse quadro que ilustra o post, Olga ! É Monet ? Cézzanne ?
Aqui em Copacabana além do funk têm agora os carror de propaganda política, que passam berrando "Os trabalhhadooooreees..."
Os caras que se anunciam assim imitam aquela voz horrível de pobre do Lula, assim como os pastores crentes têm todos a voz igualzinha.

PS: A-do-rei o seu "hão".
Hão é TUDO !

Bj!

Olga disse...

É Mary Cassat, uma americana impressionista. Aliás, uma das poucas mulheres que teve reconhecimento artístico em sua época. Berthe Morisot é outra impressionista que ganhou algum reconhecimento naqueles tempos.
Cassat retratou muitas cenas domésticas, mães banhando filhos, cuidando de crianças. Foi um pintora voltada para o mundo feminino. Dê uma olhada em http://www.maguetas.com.br/impressionismo/cassatt/