18.7.09

Sempre free

Quando eu comecei este blog, ele era um back up de crônicas escritas e restritas ao Multiply. Lá havia retorno direto e muita conversa em torno do que refletia aqui. Mas ao sair do berço multiplaico, fiquei solta no universo e desprotegida, sem os amiguinhos da rede.
O blog foi perdendo características iniciais, tomando outras, mas continuou meio como a minha sala - uma confusão sem projeto de decoração.
Para organizar minha vida, criei outros, onde posto textos a respeito de temas definidos. Em casa sempre há núcleos de organização: livros, roupas, sapatos, brinquedos, louça - isso sempre consegui ordenar. O que não se limita a locais estanques são papéis. Ou pensamentos.
Neste blog jamais pretendi me expor livremente, como muitos fazem. Aqui, como diz bem o Jôka, somos personagens. Um pouco da gente sempre é vislumbrado. Abrir a alma, no entanto, é difícil. Não sou artista nem adolescente para gostar de tanta evidência.
Há surtos de inspiração e pupulam as mais diversas observaçoes frente ao mundo. Ultimamente, porém, a vida se fez mais intensa e exigiu minha presença.
Por isso mesmo, concluo, não sou artista. Tenho uma vida a levar. Meu público é restrito, porém, sabe que não pode contar com explosões criativas. Escrever, para mim, é fonte de prazer. Comunicar-me, uma necessidade.
Entã0, volto amanhã, hoje à noite, semana que vem, no outro mês. Sem obrigação, sem vínculos.
Free demais (esta é para quem viveu nos alegres e breguérrimos anos 80).



Descubro que envelheci mesmo ao perceber meu interesse por uma entrevista do ex-ministro João Lyra sobre a eleição de Tancredo Neves, Sarney assumindo o cargo, e a Constituinte. Um recordar é viver básico, sábado de manhã. E sentir saudades daquela época de inflação estratosférica e uma tremenda mania de ter fé na vida.

3 comentários:

FreakShowBusiness disse...

Continua free, q tá ótima!

Jôka P. disse...

Sempre Sempre LIVRE, não vasa e deixa você fresquinha e confortável, como aquele absorvente íntimo !

Caco disse...

É na liberdade que a criatividade corre solta.
O quê? Saudades de hiperinflação? Nem pensar.
Beijodaí e boa semana.